Textos
(ordenados
por sobrenome do autor)
Nesta seção você encontrará textos
produzidos pelo Grupo de Pesquisa e por outros pesquisadores, relacionados
ao tema (sob autorização).
Teoría
y practicas de la socioeconomia de la solidariedad. Alternativas a la globalización
capitalista
ARAGONE, Pablo A. Guerra
¿Cómo explicar,
en los actuales mercados, que una empresa rechace una propuesta concreta para
multiplicar su producción y sus correspondientes ingresos en el corto
plazo? ¿Cómo explicar, de acuerdo a las actuales lógicas
imperantes, que decenas de miles de ciudadanos de un país decidan organizarse
comunitariamente, aportando cada uno de acuerdo a sus posibilidades y recibiendo
de acuerdo a sus necesidades, sin que medie el principio de distribución
de acuerdo a la productividad de los factores? ¿Qué explicación
lógica tendríamos para el trabajo desinteresado de millones
de jóvenes y adultos, en el marco de una cultura que privilegia la
satisfacción individual de las necesidades? ¿Es razonable acaso,
que los consumidores se unan para pagar algunos productos por encima del precio
de mercado, a cambio de ciertas condiciones que dudosamente les beneficiarían
directamente? ¿Es razonable que algunas personas inviertan su dinero
en bancos alternativos con menores tasas de interés? ¿Cómo
es posible que los sectores más postergados del país con la
mayor inequidad en la distribución de los ingresos en el mundo (Brasil),
se organicen para obtener tierras y hacerlas producir?. ¿Es lógico,
de acuerdo a los preceptos más divulgados en la materia, que una unidad
económica ponga frenos a su crecimiento, atentando contra la manida
maximización de las ganancias?. En fin, ¿cómo podemos
dar cuenta de innumerables experiencias de economías alternativas y
solidarias, en un mundo globalizado que parece cada día exacerbar más
los valores egoístas y de competitividad desenfrenada, sin caer en
la tentación de tildarlas como irracionales?
(ler
texto)
A economia
solidária e a redução das desigualdes
ASSEBURG, Hans & GAIGER, Luiz Inácio
A economia solidária tem sido apontada como uma alternativa inovadora
e eficaz de criação de postos de trabalho, geração
de renda e combate à pobreza. Esse entendimento justifica a ação
de inúmeras entidades sociais e a multiplicação acelerada
de políticas públicas de apoio, da esfera municipal à
federal, a exemplo dos programas de incubação de empreendimentos.
Este trabalho objetiva agregar elementos que fundamentem essa expectativa,
através do exame de evidências empíricas colhidas em duas
pesquisas sucessivas, realizadas sobre experiências exemplares da economia
solidária. Ao avaliar aqueles indicadores relacionados à redução
das desigualdades, faz um balanço dos benefícios trazidos pelos
empreendimentos solidários, bem como de suas dificuldades e limites,
no sentido de melhorar e equiparar as condições de vida dos
seus integrantes. Cotejando tais conclusões com outros estudos empíricos
e com o debate teórico e político sobre a natureza e as raízes
das desigualdades, procura dimensionar as virtudes da economia solidária,
em particular devido ao protagonismo econômico e social que propicia
aos trabalhadores, para que a sorte dos mesmos escape ao círculo de
privação, subalternidade e esquecimento que lhes reserva a ordem
social dominante.
(ler texto)
Inovação Tecnológica em Empreendimentos Autogestionários:
Utopia ou Possibilidade?
AZEVEDO, Alessandra
Este artigo busca debater a possibilidade dos empreendimentos autogestionários
utilizarem estratégias de inovação tecnológica
para enfrentar o acirramento de concorrência. A associação
entre inovação tecnológica e autogestão ainda
é um tema recente no Brasil. Esse universo de empresas enfrenta muitos
desafios: 1) tiveram sua origem na falência de empresas "tradicionais"
herdando dívidas, 2) não existia uma cultura de estímulo
a inovação; 3) falta de recursos para investimentos em pesquisa
nem para modernização da linha de produção. Além
desses desafios estas empresas ainda precisam implantar a autogestão
internamente, baseada nos princípios do cooperativismo e externamente
"jogar" o jogo do capitalismo, buscando de maneira ética
ser competitivo.
(ler texto)
Moeda social e a circulação das riquezas na economia solidária.
BÚRIGO, Fábio Luiz
O intuito do presente artigo é discutir o ressurgimento do debate e
do uso alternativo da moeda. Inicialmente procura-se resgatar brevemente o
papel do dinheiro e do sistema monetário único na sociedade
capitalista. O tópico seguinte destaca experiências de criação
de instrumentos monetários alternativos, sendo complementado com o
relato sobre as moedas paralelas, uma vez que elas se constituem num fenômeno
bastante comum, mesmo nos dias atuais. Dar-se-á especial destaque,
na última parte, aos clubes de troca da Argentina, que vem empregando
a chamada "moeda social".
(ler texto)
Economia Popular Solidária: uma alternativa à crise do mercado
de trabalho brasileiro nos anos 90
BARCELLOS, Ana Paula
Esta pesquisa teve como objetivo geral, a verificação da
Economia Popular e Solidária como uma possível alternativa à
crise do mercado de trabalho brasileiro nos anos 90. Sendo assim, procurou-se
descrever os principais conteúdos que descrevem o mercado de trabalho
contemporâneo, dando uma maior enfoque ao brasileiro, mostrando suas
mudanças quanto às relações de trabalho. Após
compreendido este tema, passou-se a analisar a Economia Popular e Solidária,
e sua atuação que vai além da geração de
emprego e renda. A pesquisa foi do tipo descritivo-analítica, sendo
que os dados foram coletados por meio de pesquisa bibliográfica e analisadas
de forma documental. Apesar da crise do mercado de trabalho apresentar um
quadro de complexo enfrentamento e dos desafios enfrentados pela EPS não
serem poucos, pôde-se concluir que esta economia pode ser considerada
como uma alternativa aos trabalhadores excluídos, desde que estes desfrutem
de uma ideologia de vida que permeie a colaboração, a cooperação
e a solidariedade.
(Monografia submetida ao Departamento de Ciências Econômicas para
obtenção do título de Bacharel em Ciências Econômicas)
(ler texto)
Problematizando la economía solidaria y la globalización alternativa
CORAGGIO, José Luis
En un espacio tan limitado como el de esta ponencia, parece más
importante problematizar que asentir, sobre todo cuando hay una base de acuerdos
tan fuertes como los que creemos tener. Enfatizar los matices puede ayudar
a precisar o explicitar y fortalecer las bases de tal acuerdo global por otra
economía y otra sociedad. Vamos, entonces, a problematizar fraternalmente.
Dado que pueden haberse perdido en intercambio previos, comenzamos retomando
las notas (revisadas y ampliadas) que fueran presentadas cuando se nos invitó
a participar del taller "La economía solidaria: hacia un modelo
renovado de desarrollo".
En un espacio tan limitado como el de esta ponencia, parece más importante
problematizar que asentir, sobre todo cuando hay una base de acuerdos tan
fuertes como los que creemos tener. Enfatizar los matices puede ayudar a precisar
o explicitar y fortalecer las bases de tal acuerdo global por otra economía
y otra sociedad. Vamos, entonces, a problematizar fraternalmente.
Dado que pueden haberse perdido en intercambio previos, comenzamos retomando
las notas (revisadas y ampliadas) que fueran presentadas cuando se nos invitó
a participar del taller "La economía solidaria: hacia un modelo
renovado de desarrollo".
(ler texto)
Economia popular, solidária e autogestão: o papel da educação
de adultos neste novo cenário
CORRÊA, Luís Oscar Ramos
O texto inicia situando a Educação de Jovens e Adultos (EJA)
na Realidade econômico-social em que vivemos. Em seguida parte para
uma discussão de duas etapas da evolução da gestão
empresarial capitalista: o "taylorismo" e o "toyotismo".
Apresenta a Autogestão como o modelo de gestão dos Empreendimentos
Populares e Solidários, enfatizando o papel da EJA na preparação
dos responsáveis pela construção dessas novas formas
de relação de trabalho.
Por fim, é destacada a atuação da UFRGS, através
de seus núcleos de EJA e Economia Popular e Solidária.
(ler texto)
Uma Contribuição Crítica às Políticas Públicas
de Apoio à Economia Solidária
CRUZ, Antônio
O crescimento do número de iniciativas de economia solidária
tem sido acompanhado, em paralelo, por um expressivo número de vitórias
eleitorais - em estados e municípios brasileiros - de partidos comprometidos
com as aspirações populares. Algumas destas administrações,
corajosamente, têm buscado apoiar as iniciativas a partir de políticas
públicas especialmente desenhados para isto. Entretanto, este é
um movimento ainda muito recente e que apenas começa a ser estudado.
Este paper, originalmente produzido como trabalho de conclusão do curso
de pós-graudação oferecido pelo Prof. Singer na USP ("Economia
Solidária"), procura analisar, comparativamente, as políticas
públicas de apoio à economia solidária desenvolvidas
pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul (a partir de 1999) e do Município
de São Paulo (a partir de 2001). A análise crítica é
sucedida por propostas e sugestões que buscam aperfeiçoar futuras
ações nesta área.
(ler texto)
O Cooperativismo Popular no Brasil: Importância e Representatividade
CULTI, Maria Nezilda
O Cooperativismo como parte da Economia Solidária é um sistema
de cooperação que apesar de inserido no capitalismo, é
reconhecido como um sistema mais adequado, participativo, democrático
e mais justo para atender às necessidades e os interesses específicos
dos trabalhadores. O crescimento desses empreendimentos tem sido significativo
e vêm chamando a atenção das Universidades e dos poderes
públicos municipais e estaduais, que passam a apóia-los.
Pretende-se neste trabalho demonstrar o crescimento e visibilidade das Cooperativas
de Trabalho no Brasil, a partir da década de 1980.
(ler texto)
Sobre o marco analítico-conceitual da Tecnologia Social
DAGNINO, Roberto; BRANDÃO, Flávio C.; NOVAES, Henrique T.
A Rede de Tecnologia Social (RTS) possui duas características que
a diferenciam de outras iniciativas em curso no País, orientadas à
dimensão científico-tecnológica. A primeira, é
o marco analítico-conceitual que conforma o que aqui denominamos Tecnologia
Social. A segunda é, justamente o seu caráter de rede. Sem ser
excludente àquelas iniciativas, a RTS se coloca, em função
dessas características, como uma alternativa mais eficaz para a solução
dos problemas sociais relacionados a essa dimensão e como um vetor
para a adoção de políticas públicas que abordem
a relação Ciência-Tecnologia-Sociedade num sentido mais
coerente com a nossa realidade e com o futuro que a sociedade deseja construir.
Este trabalho, escrito por participantes da RTS que se têm dedicado
a temas relacionados à TS no plano acadêmico , tem por objetivo
proporcionar ao leitor um conceito de TS que lhe permita o entendimento da
proposta de trabalho da RTS e, em conjunto com outros elementos, provoque
sua adesão à mesma.
(ler texto)
Metodologia de incubação e desafios para o cooperativismo popular:
uma análise sobre o trabalho da Incubadora de Cooperativas Populares
da UFSCar
EID, Farid; GALLO, Ana Rita
Este artigo propõe-se a aprofundar a investigação
científica sobre exclusão social, gênese e desafios atuais
da Economia Solidária no Brasil, enfatizando o atual estágio
de desenvolvimento de uma proposta coletiva de metodologia de incubação,
fundamentada ou com elementos similares à Pesquisa-Ação,
a partir do trabalho de dois anos de técnicos de nível superior,
especialistas em cooperativismo, estudantes de graduação e de
pós-graduação e de docentes de diversas áreas
de conhecimento que atuam na Incubadora Regional de Cooperativas Populares
da Universidade Federal de São Carlos.
(ler texto)
A economia solidária no Brasil: refletindo sobre os dados do primeiro
Mapeamento Nacional
GAIGER, Luiz Inácio
O artigo destaca a importância da nova Base de Dados sobre a Economia
Solidária no Brasil, criada através do Primeiro Mapeamento Nacional,
particularmente para as pesquisas sobre o tema. Inicialmente, demonstra-se
em que medida os quase 15 mil empreendimentos cadastrados correspondem à
definição da economia solidária adotada pelo Mapeamento.
A seguir, são propostas explorações da Base de Dados
no sentido de aferir se as práticas de gestão e as formas de
participação dos empreendimentos na sociedade evidenciam uma
racionalidade econômica e social específica, distinta da lógica
das empresas capitalistas. A questão, central para os estudos sobre
o tema, é relevante para caracterizar a natureza alternativa da economia
solidária.
(ler texto)
Uma questão
de competências, de concorrência... ou de projetos?
GAIGER, Luiz Inácio
O Conselho Wallon de Economia Social, berço na Bélgica de práticas
e de um conceito de economia social adotado posteriormente em outras regiões
e países, comemora em 2007 os seus 25 anos. Por isso, resolveu convidar
estudiosos de vários países a participarem de uma reflexão
sobre o sentido e o futuro da solidariedade, especialmente no campo econômico
(ver La Revue Nouvelle, 1-2, 2007 - Bruxelas). Nossa contribuição
enfatiza o papel histórico que as formas coletivas de ação
econômica desempenharam para os trabalhadores e advoga a atualidade
desse projeto, uma vez que se orienta pelo atendimento das necessidades humanas
e sustenta-se em dinamismos de cooperação e reciprocidade, fomentadores
de eqüidade e de justiça social.
(ler texto)
A Economia Solidária Frente a Novos Horizontes.
GAIGER, Luiz Inácio Germany
Não resta dúvida de que os eventos marcantes dos Fóruns
Sociais Mundiais, sucedidos pela entrada em cena de novos atores na conjuntura
política nacional inaugurada em 2003, encerram um conjunto de novas
possibilidades para a economia solidária, promissoras e ao mesmo tempo
desconhecidas. A compreensão de tais momentos, portadores de futuro
e igualmente de indagações, requer que se examinem os passos
há pouco percorridos, para de suas lições extrair o sentido
dos caminhos que se abrem e os desafios neles contidos, diante das escolhas
a fazer. Ao analisar alguns dos problemas que permearam sua história
nos últimos anos, com base principalmente em seu período recente
no Rio Grande do Sul, esse trabalho pretende contribuir a identificar mudanças
e inovações necessárias, na concepção e
na condução da economia solidária, para constituí-la
em pilar efetivo de outro processo de desenvolvimento e de mundialização.
(ler texto)
A economia solidária diante do modo de produção capitalista.
GAIGER, Luiz Inácio
A literatura
atual sobre a economia solidária converge em afirmar o caráter
alternativo das novas experiências populares de autogestão e
cooperação econômica: dada a ruptura que introduzem nas
relações de produção capitalistas, elas representariam
a emergência de um novo modo de organização do trabalho
e das atividades econômicas em geral. O trabalho discute o tema, retomando
a teoria marxista da transição e analisando, sob esse prisma,
dados de pesquisas empíricas recentes sobre os empreendimentos solidários.
Delimitando a tese anterior, conclui estarmos diante da germinação
de uma nova "forma social de produção", cuja tendência
é abrigar-se, contraditoriamente, sob o modo de produção
capitalista. Extrai, por fim, as conseqüências teóricas
e políticas desse entendimento, posto que repõe, em termos não
antagônicos, a presença de relações sociais atípicas,
no interior do capitalismo.
(ler texto)
Solidary Popular Economy in third-sector horizon
GAIGER, Luiz Inácio
The text resumes the mainly aspects of solidary economy in Brazil, detaching
also some peculiar aspects of Rio Grande do Sul state. It analyses the performance
of some popular economy support agencies, which handle with solidary values
and practices in their work method and philosophy. A comparative analysis
, among Cáritas-RS, Ongs Mini Projects Found, Ceape Ana Terra and Portosol,
known institutions and which acting line represents mainly initiatives in
this field in the country, permit to identify two basic acting models: one,
rooted in the idea of social engagement; the other, based on the individuals
autodetermination premise relating to their interests. The discussion on both
models virtues and limits, in the extreme social needs current context and
the necessity of more inclusive answers for the enlargement of popular solidary
economy, drives the text, in its end, to put in question the construction
process of an effective public sphere. In this point of view, it is relevant
the discussion about the Third Sector meaning, about its possible rule as
a reference basis to great capacity actions, in the solidary economy horizon
and in the construction of alternative ways of development.
(ler texto)
As organizações do Terceiro Setor e a economia popular solidária
GAIGER,Luiz Inácio
O texto resume os principais traços da economia solidária no
Brasil, destacando aspectos peculiares do Estado do Rio Grande do Sul. Analisa
a atuação de algumas agências de apoio à economia
popular, que manejam valores e práticas solidárias, em sua filosofia
e seu método de trabalho, terminando por identificar dois modelos básicos
de ação: o primeiro, calcado na idéia de engajamento
social; o segundo, baseado na premissa da autodeterminação dos
indivíduos em relação aos seus interesses. A discussão
das virtudes e limites de ambos os modelos, no atual contexto de carências
sociais extremas e da necessidade de respostas mais abrangentes para a ampliação
da economia popular solidária, leva o texto a questionar o processo
de construção de uma efetiva esfera pública. Nesse sentido,
ganha relevância a discussão sobre o significado do Terceiro
Setor, sobre o seu possível papel como base de referência para
ações de envergadura, no horizonte da economia solidária
e da construção de vias alternativas de desenvolvimento.
(ler texto)
A economia solidária no RS. Viabilidades e perspectivas
GAIGER, Luiz Inácio; et. al.
A pesquisa teve por objeto as experiências populares de trabalho
e renda no Rio Grande do Sul. Avaliações anteriores, nesse Estado,
já haviam apontado indícios positivos de sustentação
desses empreendimentos, bem como dificuldades que enfrentam para se tornarem
viáveis e promissores. Não obstante a magnitude dos problemas
com que se deparam e que os levam seguidamente à dissolução,
experiências bem sucedidas existem. Entendeu-se então que um
estudo pormenorizado, a seu respeito, poderia revelar as condições
e as estratégias com as quais os grupos de geração de
renda vencem os principais desafios e evoluem, como alternativas de sobrevivência
e prosperidade econômica, funcionando então como esteios de uma
economia popular solidária. Teríamos aí um caminho para
avaliar o potencial existente nesses empreendimentos e subsidiar as políticas
e ações de apoio para o setor. Almeja-se, ainda, trazer elementos
para a compreensão teórica de uma realidade emergente, na qual
talvez encontre lugar uma formidável parcela da humanidade, num mundo
que se globaliza e que deve ser pensado, em seu horizonte, a partir de um
destino comum (Morin & Kern, 1995).
(ler texto)
As racionalidades dos empreendimentos de economia solidária segundo
os dados do primeiro Mapeamento Nacional.
GAIGER, Luiz Inácio
O texto destaca e exemplifica a importância da nova Base de Dados
sobre a Economia Solidária no Brasil, criada através do Primeiro
Mapeamento Nacional, concluído em 2006. Inicialmente, demonstra em
que medida os 15 mil empreendimentos cadastrados correspondem à definição
da economia solidária adotada pelo Mapeamento. A seguir, são
propostas explorações da Base de Dados no sentido de aferir
se as práticas de gestão e as formas de participação
dos empreendimentos na sociedade evidenciam uma racionalidade econômica
e social específica, distinta da lógica das empresas privadas
capitalistas. Essa questão é central no atual debate teórico
e político sobre a natureza alternativa da economia solidária.
(ler texto)
Apontamentos sobre o vínculo social e a solidariedade contemporânea.
GAIGER, Luiz Inácio
A progressiva e saudada constituição do indivíduo
moderno, como ser moral, livre em seus juízos e nas escolhas quanto
a suas filiações, seu papel e seu modo de realização,
ao longo das últimas décadas deu lugar ao sentimento de uma
autonomização em negativo, rumo ao isolamento, abandono e fragilidade,
diante do desmoronamento dos mecanismos sociais de inserção,
da efemeridade cada vez mais sensível das relações interpessoais,
da erosão das coletividades de pertencimento e das incertezas quanto
ao sentido da vida e ao futuro. A exacerbação do individualismo,
conjugada ao definhamento inopinado dos valores e das estruturas sociais de
suporte, no âmbito da família, do trabalho, do civismo e das
solidariedades tradicionais, teria deixado os indivíduos em suspenso,
sem chão e sem estrela-guia, relutantes e carentes de vínculos.
(ler texto)
Incubadora de cooperativas populares: uma alternativa à precarização
do trabalho
GALLO, Ana Rita; DAKUZAKU, Regina; EID, Farid; VALÊNCIO, Norma; SHIMBO,
Ioshiaqui; MASCIO, Carlos.
O presente artigo tem por objetivo contribuir para a análise do
estudo do mercado de trabalho brasileiro e sua relação com o
aumento na precarização dos postos de trabalho. Parte-se do
pressuposto que o processo histórico-social do país conduziu
à configuração de um cenário de crescimento sem
precedentes de exclusão social de uma população carente
e com dificuldades de inserção na sociedade. O artigo propõe
como forma de organização alternativa de inserção
social, geração de renda e trabalho, a formação
e desenvolvimento de cooperativas populares de trabalho a partir de uma Incubadora
de Cooperativas Populares do interior do Estado de São Paulo.
(ler texto)
As raízes históricas da economia solidária e seu aparecimento
no Brasil
LECHAT, Noëlle Marie Paule
O texto é
fruto de uma palestra proferida no II seminário de incubadoras tecnológicas
de cooperativas populares (03/2002), Apresenta uma versão do "mito
de origem da economia solidária". Busca-se resgatar as origens
da economia solidária e de seus conceitos além mar para depois
apresentar como esse tema vai aparecer na literatura brasileira e os passos
dados em várias regiões do país, por intelectuais que,
na maioria das vezes não tinham conhecimento do que acontecia em outros
lugares.
(ler texto)
Os desafios da economia popular solidária
LISBOA, Armando de Melo
Os grupos de economia solidária, no Brasil e em outros países,
por viverem atualmente um processo de expansão, enfrentam uma série
de desafios. Pretendemos, ao discutir estes desafios, entre os quais o amadurecimento
de uma ampla rede de trocas solidárias com os diversos atores envolvidos,
contribuir para que a economia solidária atinja novos patamares e consolide
a criação de um mercado solidário.
(ler texto)
A crítica de Karl Polanyi à utopia do Mercado
LISBOA, Armando de Melo
Karl Polanyi (KP) constitui um suporte imprescindível para enfrentar
e superar (sem cair no irracionalismo) o crescente e cada vez mais perigoso
economicismo, ou, na linguagem habermasiana, esta colonização
do mundo da vida pelo econômico. Sua reflexão está surpreendentemente
sintonizada com alguns dos mais recentes avanços da reflexão
econômica e social, propiciando pistas para o enfrentamento das debilidades
crescentes do pensamento econômico dominante (vide Anexo A). Ao nos
legar uma estrutura conceitual capaz de pensar o lugar da economia na sociedade,
KP se mostra fecundo e adequado, em particular, para nos ajudar a refletir
sobre a emergência contemporânea das formas de economia solidária
e a construção social de novos mercados.
(ler texto)
Especificidades da gestão de empreendimentos na economia solidária:
breve estado da arte sobre o tema
MAGALHÃES, Ósia Alexandrina Vasconcelos et.al.
A reflexão teórica sobre as especificidades da gestão
de empreendimentos solidários ainda é incipiente, por isso,
fizemos um trabalho de pinçar idéias e referenciais utilizados
por alguns autores que discutem as organizações da economia
solidária na atualidade. Apesar desse tema não ser o foco de
muitos estudos sobre economia solidária, a problemática dos
seus desafios já foi bastante explorada. A observação
desses estudos é um caminho que vamos seguir para aprofundar a nossa
reflexão. Este artigo é um dos frutos da pesquisa Gestão
de Empreendimentos Solidários: em busca de novos referenciais teóricos.
Temos como premissa a especificidade dos empreendimentos solidários,
que nos desafia repensar as áreas funcionais e as técnicas gerenciais
comumente ensinadas nas escolas de administração. A conclusão
aponta os desafios conceituais e metodológicos, e nos coloca questionamentos:
Os empreendimentos de Economia Solidária praticam um novo modo de gestão?
Em que medida os empreendimentos solidários estão criando novos
processos e ferramentas de gestão? Quais as repercussões deste
tipo de empreendimento sobre as conhecidas áreas funcionais da administração?
E, finalmente, quais as repercussões da introdução desse
conteúdo no ensino da administração?
(ler texto)
Sindicatos, Cooperativas e Socialismo
MAGALHÃES, Reginaldo Sales
Sindicatos e cooperativas são organizações da classe
trabalhadora que surgiram, concomitantemente, num processo de resistência
e luta dos trabalhadores, durante a revolução industrial, contra
a exploração capitalista e são, por natureza e princípios,
organizações socialistas. Porém, ambos podem ou não,
na sua prática, estar vinculadas a um projeto socialista.
(ler texto)
Autogestão e economia solidária
NASCIMENTO, Cláudio
Este ensaio busca resgatar, de forma suscinta, a trajetória da
Autogestão no Brasil e indicar uma bibliografia temática (em
alguns casos comentada). Tem como principal objetivo pôr a discussão
em curso em um quadro de referências mais amplo em relação
à cultura da autogestão, no que diz respeito à produção
(economia, trabalho) e à reprodução social (poder local,
cidades).
(ler texto)
Novas teconologias da informação: Suas influências no
trabalho bancário
NETZ, Sônia Rosane
Este texto estuda as transformações ocorridas no trabalho
bancário, durante o final da década de 80 até os dias
de hoje, evidenciando a importância de serem consideradas as Novas Tecnologias
da Informação (NTI) como um dos fatores que mais contribuíram
para este processo. As novas tecnologias da informação alteram
a produtividade do trabalho e o controle sobre o processo de trabalho, influenciando
indistintamente indústrias, comércio e serviços. No trabalho
bancário sua influência é ainda maior, pois este exige
rapidez, correção e, atualmente, estar ligado ao mercado financeiro
mundial, via NTI, on-line 24 horas por dia. Para estudar as transformações
ocorridas no trabalho bancário utilizamos pesquisas já existentes
sobre o tema, entrevistas com bancários e líderes sindicais,
análise de literatura sindical e observações em agências.
Não nos restringimos somente à literatura específica,
estudamos representantes do pensamento social, clássico e contemporâneo,
que abordam a racionalização e aumento da produtividade do trabalho.
Defendemos que perceber o peso das NTI é requisito para que novas estratégias
possam ser implementadas no sentido de diminuir os efeitos negativos da implantação
destas novas tecnologias tanto no trabalho bancário, especificamente,
como no trabalho nas indústrias, no comércio e nos serviços,
de maneira geral. Neste sentido este texto propõe-se a apenas apresentar
alguns argumentos para facilitar esta percepção e iniciar futuras
discussões sobre o tema.
(ler texto)
Incubadoras universitárias de empresas e de cooperativas: contrastes
e desafios
OLIVEIRA, José Luiz Rodrigues de
Este trabalho analisa dois arranjos institucionais dedicados a intensificar
a relação da universidade brasileira com o setor produtivo -
as Incubadoras de Empresas e as Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas
Populares (ITCPs). Sua moldura é a trajetória da política
científica e tecnológica ao longo da qual se originaram. O trabalho
está estruturado em quatro capítulos. O capítulo I descreve
a trajetória da Política Científica e Tecnológica
brasileira (PCT). Seu objetivo é analisar por que e em quais contextos
surgem esses dois arranjos. O capítulo II apresenta uma análise
crítica das incubadoras de empresas, tendo como referência autores
nacionais e estrangeiros. O capítulo III, que trata das ITCPs, está
organizado de forma semelhante ao anterior e esboça um paralelo entre
os dois arranjos. Ele sugere que, os obstáculos que se colocam às
ITCPs parecem ser ainda mais complexos do que aqueles que costumam enfrentar
as incubadoras de empresas. O capítulo IV, dividido em duas seções
é a parte conclusiva e mais propriamente normativa do trabalho. A primeira
seção resume, os contrastes e semelhanças existentes
entre os dois arranjos. A segunda seção aponta recomendações
visando a tornar o conhecimento gerado na universidade mais apto a satisfazer
as demandas dos empreendimentos autogestionários e, a gerar uma sinergia
entre as incubadoras de empresas e de cooperativas com o intuito de aumentar
sua relevância sócio-econômica.
(ler texto)
Política social, imaginación y coraje: reflexiones sobre la
moneda social
PRIMAVERA, Heloisa H.
Frente a la constatación de haber cumplido una segunda "década
perdida" en materia de crecimiento y generación de equidad en
América Latina, planteamos la necesidad de construir una nueva óptica
de observación para los modelos conceptuales vigentes, en aras de aportar
a nuevas definiciones de políticas sociales. A la propuesta de "reinventar
una estructura de gobierno mundial en aras de la humanidad y la equidad"
como propone el Informe sobre Desarrollo Humano 1999 (PNUD), oponemos una
visión de radicalizar tanto la crítica epistemológica
a los modelos en uso, como una nueva asignación de responsabilidad
a los distintos actores sociales. Para ello, analizamos brevemente el significado
de la emergencia y evolución de la Red Global de Trueque en Argentina,
como ejemplo creativo de salida del paradigma tradicional que impacta transversalmente
múltiples problemas sociales y articula a distintos actores sociales,
en la generación de nuevas estrategias de construcción de calidad
de vida. Agregamos, asimismo, algunas reflexiones acerca de la reciente puesta
en marcha de un programa de capacitación de Alfabetización Económica
del Adulto, definido como nuevo espacio de articulación entre el Estado,
el Mercado y la sociedad civil. Finalmente, frente al ejemplo dado por una
ciudadanía escasamente organizada en más de 500 clubes de trueque
distribuidos en todo el país, que afecta a más de 200.000 personas
produciendo/consumiendo un equivalente mínimo a 5-7 mil millones de
dólares anuales, llamamos a la reflexión sobre la responsabilidad
de los distintos actores sociales en la tarea de innovar en el plano discursivo,
a la vez que invitamos a sumar coraje a la hora de definir nuevos cursos de
acción para las políticas sociales. Como hicieron los que pusieron
en marcha ese sistema que hoy se desarrolla en toda la región.
(ler texto)
Redes
sociais de reciprocidade e de trabalho: as bases histórico-sociais
do desenvolvimento na Serra Gaúcha
RADOMSKY, Guilherme F. W.
Esta dissertação aborda o tema da reciprocidade e das redes
sociais. Tema debatido desde muito tempo nas Ciências Sociais, apenas
recentemente pesquisadores passaram a repensar sua aplicação
normativa nos estudos sobre o desenvolvimento. Utilizou-se a noção
de rede social como um conjunto de relações concretas que vinculam
indivíduos a outros. A reciprocidade é definida como um ato
de retribuição livre de obrigação e sem expectativa
imediata desta restituição. A pesquisa foi realizada no município
de Veranópolis, localizado na Encosta Superior da Serra do Nordeste
do Rio Grande do Sul, Brasil. Para compreender o objeto de estudo, a dissertação
propõe uma combinação entre a teoria das trocas de Marcel
Mauss, que fundamenta as noções de dádiva e reciprocidade,
com o referencial analítico de redes sociais. As conclusões
do trabalho apontam que a reciprocidade, a proximidade e o parentesco se constituíram
em mecanismos sociais para a formação de redes de trabalho e
de sociabilidade. As redes contribuem de forma relevante para dinamizar a
economia rural e urbana do território e diversificar o mercado de trabalho,
fazendo aparecer o fenômeno da pluriatividade na agricultura familiar.
Portanto, as redes de reciprocidade e de trabalho estruturam as interações
entre os atores sociais, constituindo-se num modo de regular os mercados,
a concorrência econômica e os conflitos sociais locais.
(ler texto)
La economia de solidaridad: concepto, realidad e proyecto
RAZETO, Luis Razeto M.
¿Pueden juntarse la economía y la solidaridad?
Economía de solidaridad es un concepto que si bien apareció
hace pocos años está ya formando parte de la cultura latinoamericana.
Cuando empezamos a usar esta expresión y en 1984 publiqué el
libro Economía de solidaridad y mercado democrático, pude observar
la sorpresa que provocaba asociar en una sola expresión los dos términos.
Las palabras "economía" y "solidaridad", siendo
habituales tanto en el lenguaje común como en el pensamiento culto,
formaban parte de "discursos" separados. "Economía",
inserta en un lenguaje fáctico y en un discurso científico;
"solidaridad", en un lenguaje valórico y un discurso ético.
Rara vez aparecían los dos términos en un mismo texto, menos
aún en un solo juicio o razonamiento. Resultaba, pues, extraño
verlos unidos en un mismo concepto.
(ler texto)
Tercer sector
y economía solidaria en el Sur de Brasil: características y
perspectivas. ISTR'S Fourth Internatinal Conference, 4th, 2000, Dublin.
SARRIA ICAZA, Ana M.
O texto
analisa os resultados de uma pesquisa empírica e discute o significado
da economia solidária para a construção de espaços
econômicos alternativos, geradores de novas dinâmicas econômicas
e sociais que possam fazer o contraponto às tendências de exclusão
produzidas pelo processo de globalização econômica em
curso. Se analisa especificamente a amplitude e o significado de um conjunto
de grupos e atividades econômicas que crescem e se desenvolvem como
opção de sobrevivência e renda para setores sociais geralmente
marginalizados do processo competitivo característico da dinâmica
de mercado capitalista atual e marginalizados também de políticas
de emprego e profissionalização. Em particular, a análise
considera a situação do Rio Grande do Sul, estado brasileiro
que conta com uma importante tradição associativa e no qual
as experiências de economia solidária contam com importantes
redes de apoio.
(ler
texto)
Incubadora
Tecnológica de Cooperativas - ITCP x Incubadora de Empresas de Base
Tecnológica - IEBT - Diferenças e semelhanças no processo
de Incubação.
SOUZA, Maria Carolina de Azevedo Ferreira de; AZEVEDO, Alessandra de; OLIVEIRA,
Luiz José Rodrigues de
As incubadoras
tecnológicas de cooperativas populares surgem no Brasil a partir de
1996, na Universidade Federal do Rio de Janeiro/Brasil com o objetivo de transferir
conhecimentos tecnológicos, seja de gestão, produto ou processo
para a população excluída econômica e socialmente.
Atualmente existem 21 universidades no Brasil que possuem incubadoras tecnológicas
de cooperativas populares. O trabalho de resgate da cidadania dos trabalhadores
e a viabilização dos seus negócios geridos de forma autogestionária
estão obtendo êxito e fortalecendo o movimento de economia solidária
no Brasil. As semelhanças e diferenças encontradas com as incubadoras
de bases tecnológicas, que também na sua maioria estão
situadas em universidades, permitem um campo vasto para debates. Este trabalho
visa comparar ferramentas de incubação de cooperativas populares
e de empresas. Identificando especificidades e possíveis intersecções,
além do papel exercido por elas na universidade.
(ler texto)
Autogestão
no Brasil: A viabilidade econômica de empresas geridas por trabalhadores
TAUILE, José Ricardo, DEBACO, Eduardo Scotti
A economia popular
solidária é, ao mesmo tempo, um segmento produtivo e um movimento
social. Os empreendimentos que dele participam organizam-se sob a forma de
sociedades comerciais ou civis autogeridas. A autogestão vêm
trazendo importantes benefícios para sociedade brasileira mas nem sempre
recebe dela e do poder público a devida atenção . Não
obstante, muitos avanços vêm sendo obtidos tanto na maturidade
dos trabalhadores para administrarem negócios coletivos quanto dos
governos em apoiá-los. O aprofundamento deste processo depende de um
maior envolvimento da sociedade como um todo no sentido de caracterizar melhor
as dificuldades encontradas, propor soluções e coordenar esforços.
(ler texto)
Do socialismo de mercado à economia solidária
TAUILE, José Ricardo
Partindo de
uma breve reflexão sobre a origem do capitalismo moderno, expõe-se
a questão das possibilidades de sobrevivência de uma economia
solidária inserida no mercado capitalista. Parte-se, então,
para uma descrição do modelo japonês de organização
do trabalho industrial, buscando o aproveitamento de elementos úteis
às experiências econômico-solidárias brasileiras.
Em seguida são analisados possíveis instrumentos de redução
do isolamento geográfico, organizacional e econômico das empresas
autogestionárias nacionais, que contribuiriam para a formação
de uma rede de atuação e discussão integrada. Rede decisiva
para o sucesso e a evolução da economia solidária.
(ler texto)
Análise
de um empreendimento de economia solidária sob a ótica da sociologia
das ausências e das emergências
VERONESE, Marília
Esse artigo
é resultado de uma pesquisa em nível de doutorado em psicologia,
um estudo de caso realizado junto a uma cooperativa urbana situada em Porto
Alegre (RS). Tem como proposta discutir o trabalho na perspectiva da economia
solidária, analisando as vivências dos trabalhadores de um empreendimento,
bem como as questões da subjetividade ligadas aos processos laborais.
Seus principais articuladores teóricos são Boaventura de Sousa
Santos, com a proposição da sociologia das ausências e
das emergências, Fernando Gonzalez Rey e Felix Guattari, com as teorizações
acerca da subjetividade, respectivamente compreendida como processo de produção
simbólica de sentidos e produção histórico-social
que assume uma forma serializada na contemporaneidade capitalista. Os principais
achados, na análise da trajetória do empreendimento, apontam
para as grandes dificuldades encontradas pelos sujeitos que trabalham no campo
da economia solidária, que embora identificados com formas alternativas
de viver e trabalhar, percebem o processo de apropriação da
autogestão como acima de suas possibilidades. Desejam diferenciar-se
dos modos de gestão capitalista, mas experimentam a tentativa como
um labirinto no qual se sentem perdidos, autodepreciando-se e culpabilizando-se
pelas dificuldades encontradas. As constelações relacionais
de poder dão-se de forma não dialógica e assimétrica.
Contudo, vislumbram possibilidades de recomeçar, mostrando que o campo
apresenta potencialidade emancipatória, onde o coletivo pode permitir
a singularização do sujeito que a partir dele se reconhece e
constitui
(ler
texto)
