Grupo de Pesquisa de Economia Solidária
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
UNISINOS
 

Textos

(ordenados por sobrenome do autor)

Nesta seção você encontrará textos produzidos pelo Grupo de Pesquisa e por outros pesquisadores, relacionados ao tema (sob autorização).

 

Teoría y practicas de la socioeconomia de la solidariedad. Alternativas a la globalización capitalista
ARAGONE, Pablo A. Guerra

¿Cómo explicar, en los actuales mercados, que una empresa rechace una propuesta concreta para multiplicar su producción y sus correspondientes ingresos en el corto plazo? ¿Cómo explicar, de acuerdo a las actuales lógicas imperantes, que decenas de miles de ciudadanos de un país decidan organizarse comunitariamente, aportando cada uno de acuerdo a sus posibilidades y recibiendo de acuerdo a sus necesidades, sin que medie el principio de distribución de acuerdo a la productividad de los factores? ¿Qué explicación lógica tendríamos para el trabajo desinteresado de millones de jóvenes y adultos, en el marco de una cultura que privilegia la satisfacción individual de las necesidades? ¿Es razonable acaso, que los consumidores se unan para pagar algunos productos por encima del precio de mercado, a cambio de ciertas condiciones que dudosamente les beneficiarían directamente? ¿Es razonable que algunas personas inviertan su dinero en bancos alternativos con menores tasas de interés? ¿Cómo es posible que los sectores más postergados del país con la mayor inequidad en la distribución de los ingresos en el mundo (Brasil), se organicen para obtener tierras y hacerlas producir?. ¿Es lógico, de acuerdo a los preceptos más divulgados en la materia, que una unidad económica ponga frenos a su crecimiento, atentando contra la manida maximización de las ganancias?. En fin, ¿cómo podemos dar cuenta de innumerables experiencias de economías alternativas y solidarias, en un mundo globalizado que parece cada día exacerbar más los valores egoístas y de competitividad desenfrenada, sin caer en la tentación de tildarlas como irracionales?
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A economia solidária e a redução das desigualdes
ASSEBURG, Hans & GAIGER, Luiz Inácio


A economia solidária tem sido apontada como uma alternativa inovadora e eficaz de criação de postos de trabalho, geração de renda e combate à pobreza. Esse entendimento justifica a ação de inúmeras entidades sociais e a multiplicação acelerada de políticas públicas de apoio, da esfera municipal à federal, a exemplo dos programas de incubação de empreendimentos. Este trabalho objetiva agregar elementos que fundamentem essa expectativa, através do exame de evidências empíricas colhidas em duas pesquisas sucessivas, realizadas sobre experiências exemplares da economia solidária. Ao avaliar aqueles indicadores relacionados à redução das desigualdades, faz um balanço dos benefícios trazidos pelos empreendimentos solidários, bem como de suas dificuldades e limites, no sentido de melhorar e equiparar as condições de vida dos seus integrantes. Cotejando tais conclusões com outros estudos empíricos e com o debate teórico e político sobre a natureza e as raízes das desigualdades, procura dimensionar as virtudes da economia solidária, em particular devido ao protagonismo econômico e social que propicia aos trabalhadores, para que a sorte dos mesmos escape ao círculo de privação, subalternidade e esquecimento que lhes reserva a ordem social dominante.
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Inovação Tecnológica em Empreendimentos Autogestionários: Utopia ou Possibilidade?
AZEVEDO, Alessandra

Este artigo busca debater a possibilidade dos empreendimentos autogestionários utilizarem estratégias de inovação tecnológica para enfrentar o acirramento de concorrência. A associação entre inovação tecnológica e autogestão ainda é um tema recente no Brasil. Esse universo de empresas enfrenta muitos desafios: 1) tiveram sua origem na falência de empresas "tradicionais" herdando dívidas, 2) não existia uma cultura de estímulo a inovação; 3) falta de recursos para investimentos em pesquisa nem para modernização da linha de produção. Além desses desafios estas empresas ainda precisam implantar a autogestão internamente, baseada nos princípios do cooperativismo e externamente "jogar" o jogo do capitalismo, buscando de maneira ética ser competitivo.
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Moeda social e a circulação das riquezas na economia solidária.

BÚRIGO, Fábio Luiz

O intuito do presente artigo é discutir o ressurgimento do debate e do uso alternativo da moeda. Inicialmente procura-se resgatar brevemente o papel do dinheiro e do sistema monetário único na sociedade capitalista. O tópico seguinte destaca experiências de criação de instrumentos monetários alternativos, sendo complementado com o relato sobre as moedas paralelas, uma vez que elas se constituem num fenômeno bastante comum, mesmo nos dias atuais. Dar-se-á especial destaque, na última parte, aos clubes de troca da Argentina, que vem empregando a chamada "moeda social".
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Economia Popular Solidária: uma alternativa à crise do mercado de trabalho brasileiro nos anos 90
BARCELLOS, Ana Paula

Esta pesquisa teve como objetivo geral, a verificação da Economia Popular e Solidária como uma possível alternativa à crise do mercado de trabalho brasileiro nos anos 90. Sendo assim, procurou-se descrever os principais conteúdos que descrevem o mercado de trabalho contemporâneo, dando uma maior enfoque ao brasileiro, mostrando suas mudanças quanto às relações de trabalho. Após compreendido este tema, passou-se a analisar a Economia Popular e Solidária, e sua atuação que vai além da geração de emprego e renda. A pesquisa foi do tipo descritivo-analítica, sendo que os dados foram coletados por meio de pesquisa bibliográfica e analisadas de forma documental. Apesar da crise do mercado de trabalho apresentar um quadro de complexo enfrentamento e dos desafios enfrentados pela EPS não serem poucos, pôde-se concluir que esta economia pode ser considerada como uma alternativa aos trabalhadores excluídos, desde que estes desfrutem de uma ideologia de vida que permeie a colaboração, a cooperação e a solidariedade.
(Monografia submetida ao Departamento de Ciências Econômicas para obtenção do título de Bacharel em Ciências Econômicas)
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Problematizando la economía solidaria y la globalización alternativa
CORAGGIO, José Luis

En un espacio tan limitado como el de esta ponencia, parece más importante problematizar que asentir, sobre todo cuando hay una base de acuerdos tan fuertes como los que creemos tener. Enfatizar los matices puede ayudar a precisar o explicitar y fortalecer las bases de tal acuerdo global por otra economía y otra sociedad. Vamos, entonces, a problematizar fraternalmente.
Dado que pueden haberse perdido en intercambio previos, comenzamos retomando las notas (revisadas y ampliadas) que fueran presentadas cuando se nos invitó a participar del taller "La economía solidaria: hacia un modelo renovado de desarrollo".
En un espacio tan limitado como el de esta ponencia, parece más importante problematizar que asentir, sobre todo cuando hay una base de acuerdos tan fuertes como los que creemos tener. Enfatizar los matices puede ayudar a precisar o explicitar y fortalecer las bases de tal acuerdo global por otra economía y otra sociedad. Vamos, entonces, a problematizar fraternalmente.
Dado que pueden haberse perdido en intercambio previos, comenzamos retomando las notas (revisadas y ampliadas) que fueran presentadas cuando se nos invitó a participar del taller "La economía solidaria: hacia un modelo renovado de desarrollo".
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Economia popular, solidária e autogestão: o papel da educação de adultos neste novo cenário
CORRÊA, Luís Oscar Ramos

O texto inicia situando a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Realidade econômico-social em que vivemos. Em seguida parte para uma discussão de duas etapas da evolução da gestão empresarial capitalista: o "taylorismo" e o "toyotismo".
Apresenta a Autogestão como o modelo de gestão dos Empreendimentos Populares e Solidários, enfatizando o papel da EJA na preparação dos responsáveis pela construção dessas novas formas de relação de trabalho.
Por fim, é destacada a atuação da UFRGS, através de seus núcleos de EJA e Economia Popular e Solidária.
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Uma Contribuição Crítica às Políticas Públicas de Apoio à Economia Solidária
CRUZ, Antônio

O crescimento do número de iniciativas de economia solidária tem sido acompanhado, em paralelo, por um expressivo número de vitórias eleitorais - em estados e municípios brasileiros - de partidos comprometidos com as aspirações populares. Algumas destas administrações, corajosamente, têm buscado apoiar as iniciativas a partir de políticas públicas especialmente desenhados para isto. Entretanto, este é um movimento ainda muito recente e que apenas começa a ser estudado. Este paper, originalmente produzido como trabalho de conclusão do curso de pós-graudação oferecido pelo Prof. Singer na USP ("Economia Solidária"), procura analisar, comparativamente, as políticas públicas de apoio à economia solidária desenvolvidas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul (a partir de 1999) e do Município
de São Paulo (a partir de 2001). A análise crítica é sucedida por propostas e sugestões que buscam aperfeiçoar futuras ações nesta área.
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O Cooperativismo Popular no Brasil: Importância e Representatividade
CULTI, Maria Nezilda

O Cooperativismo como parte da Economia Solidária é um sistema de cooperação que apesar de inserido no capitalismo, é reconhecido como um sistema mais adequado, participativo, democrático e mais justo para atender às necessidades e os interesses específicos dos trabalhadores. O crescimento desses empreendimentos tem sido significativo e vêm chamando a atenção das Universidades e dos poderes públicos municipais e estaduais, que passam a apóia-los.
Pretende-se neste trabalho demonstrar o crescimento e visibilidade das Cooperativas de Trabalho no Brasil, a partir da década de 1980.
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Sobre o marco analítico-conceitual da Tecnologia Social
DAGNINO, Roberto; BRANDÃO, Flávio C.; NOVAES, Henrique T.

A Rede de Tecnologia Social (RTS) possui duas características que a diferenciam de outras iniciativas em curso no País, orientadas à dimensão científico-tecnológica. A primeira, é o marco analítico-conceitual que conforma o que aqui denominamos Tecnologia Social. A segunda é, justamente o seu caráter de rede. Sem ser excludente àquelas iniciativas, a RTS se coloca, em função dessas características, como uma alternativa mais eficaz para a solução dos problemas sociais relacionados a essa dimensão e como um vetor para a adoção de políticas públicas que abordem a relação Ciência-Tecnologia-Sociedade num sentido mais coerente com a nossa realidade e com o futuro que a sociedade deseja construir.
Este trabalho, escrito por participantes da RTS que se têm dedicado a temas relacionados à TS no plano acadêmico , tem por objetivo proporcionar ao leitor um conceito de TS que lhe permita o entendimento da proposta de trabalho da RTS e, em conjunto com outros elementos, provoque sua adesão à mesma.
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Metodologia de incubação e desafios para o cooperativismo popular: uma análise sobre o trabalho da Incubadora de Cooperativas Populares da UFSCar
EID, Farid; GALLO, Ana Rita

Este artigo propõe-se a aprofundar a investigação científica sobre exclusão social, gênese e desafios atuais da Economia Solidária no Brasil, enfatizando o atual estágio de desenvolvimento de uma proposta coletiva de metodologia de incubação, fundamentada ou com elementos similares à Pesquisa-Ação, a partir do trabalho de dois anos de técnicos de nível superior, especialistas em cooperativismo, estudantes de graduação e de pós-graduação e de docentes de diversas áreas de conhecimento que atuam na Incubadora Regional de Cooperativas Populares da Universidade Federal de São Carlos.
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A economia solidária no Brasil: refletindo sobre os dados do primeiro Mapeamento Nacional
GAIGER, Luiz Inácio


O artigo destaca a importância da nova Base de Dados sobre a Economia Solidária no Brasil, criada através do Primeiro Mapeamento Nacional, particularmente para as pesquisas sobre o tema. Inicialmente, demonstra-se em que medida os quase 15 mil empreendimentos cadastrados correspondem à definição da economia solidária adotada pelo Mapeamento. A seguir, são propostas explorações da Base de Dados no sentido de aferir se as práticas de gestão e as formas de participação dos empreendimentos na sociedade evidenciam uma racionalidade econômica e social específica, distinta da lógica das empresas capitalistas. A questão, central para os estudos sobre o tema, é relevante para caracterizar a natureza alternativa da economia solidária.
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Uma questão de competências, de concorrência... ou de projetos?
GAIGER, Luiz Inácio


O Conselho Wallon de Economia Social, berço na Bélgica de práticas e de um conceito de economia social adotado posteriormente em outras regiões e países, comemora em 2007 os seus 25 anos. Por isso, resolveu convidar estudiosos de vários países a participarem de uma reflexão sobre o sentido e o futuro da solidariedade, especialmente no campo econômico (ver La Revue Nouvelle, 1-2, 2007 - Bruxelas). Nossa contribuição enfatiza o papel histórico que as formas coletivas de ação econômica desempenharam para os trabalhadores e advoga a atualidade desse projeto, uma vez que se orienta pelo atendimento das necessidades humanas e sustenta-se em dinamismos de cooperação e reciprocidade, fomentadores de eqüidade e de justiça social.
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A Economia Solidária Frente a Novos Horizontes.

GAIGER, Luiz Inácio Germany


Não resta dúvida de que os eventos marcantes dos Fóruns Sociais Mundiais, sucedidos pela entrada em cena de novos atores na conjuntura política nacional inaugurada em 2003, encerram um conjunto de novas possibilidades para a economia solidária, promissoras e ao mesmo tempo desconhecidas. A compreensão de tais momentos, portadores de futuro e igualmente de indagações, requer que se examinem os passos há pouco percorridos, para de suas lições extrair o sentido dos caminhos que se abrem e os desafios neles contidos, diante das escolhas a fazer. Ao analisar alguns dos problemas que permearam sua história nos últimos anos, com base principalmente em seu período recente no Rio Grande do Sul, esse trabalho pretende contribuir a identificar mudanças e inovações necessárias, na concepção e na condução da economia solidária, para constituí-la em pilar efetivo de outro processo de desenvolvimento e de mundialização.
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A economia solidária diante do modo de produção capitalista.
GAIGER, Luiz Inácio

A literatura atual sobre a economia solidária converge em afirmar o caráter alternativo das novas experiências populares de autogestão e cooperação econômica: dada a ruptura que introduzem nas relações de produção capitalistas, elas representariam a emergência de um novo modo de organização do trabalho e das atividades econômicas em geral. O trabalho discute o tema, retomando a teoria marxista da transição e analisando, sob esse prisma, dados de pesquisas empíricas recentes sobre os empreendimentos solidários. Delimitando a tese anterior, conclui estarmos diante da germinação de uma nova "forma social de produção", cuja tendência é abrigar-se, contraditoriamente, sob o modo de produção capitalista. Extrai, por fim, as conseqüências teóricas e políticas desse entendimento, posto que repõe, em termos não antagônicos, a presença de relações sociais atípicas, no interior do capitalismo.
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Solidary Popular Economy in third-sector horizon
GAIGER, Luiz Inácio

The text resumes the mainly aspects of solidary economy in Brazil, detaching also some peculiar aspects of Rio Grande do Sul state. It analyses the performance of some popular economy support agencies, which handle with solidary values and practices in their work method and philosophy. A comparative analysis , among Cáritas-RS, Ongs Mini Projects Found, Ceape Ana Terra and Portosol, known institutions and which acting line represents mainly initiatives in this field in the country, permit to identify two basic acting models: one, rooted in the idea of social engagement; the other, based on the individuals autodetermination premise relating to their interests. The discussion on both models virtues and limits, in the extreme social needs current context and the necessity of more inclusive answers for the enlargement of popular solidary economy, drives the text, in its end, to put in question the construction process of an effective public sphere. In this point of view, it is relevant the discussion about the Third Sector meaning, about its possible rule as a reference basis to great capacity actions, in the solidary economy horizon and in the construction of alternative ways of development.
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As organizações do Terceiro Setor e a economia popular solidária

GAIGER,Luiz Inácio


O texto resume os principais traços da economia solidária no Brasil, destacando aspectos peculiares do Estado do Rio Grande do Sul. Analisa a atuação de algumas agências de apoio à economia popular, que manejam valores e práticas solidárias, em sua filosofia e seu método de trabalho, terminando por identificar dois modelos básicos de ação: o primeiro, calcado na idéia de engajamento social; o segundo, baseado na premissa da autodeterminação dos indivíduos em relação aos seus interesses. A discussão das virtudes e limites de ambos os modelos, no atual contexto de carências sociais extremas e da necessidade de respostas mais abrangentes para a ampliação da economia popular solidária, leva o texto a questionar o processo de construção de uma efetiva esfera pública. Nesse sentido, ganha relevância a discussão sobre o significado do Terceiro Setor, sobre o seu possível papel como base de referência para ações de envergadura, no horizonte da economia solidária e da construção de vias alternativas de desenvolvimento.
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A economia solidária no RS. Viabilidades e perspectivas
GAIGER, Luiz Inácio; et. al.

A pesquisa teve por objeto as experiências populares de trabalho e renda no Rio Grande do Sul. Avaliações anteriores, nesse Estado, já haviam apontado indícios positivos de sustentação desses empreendimentos, bem como dificuldades que enfrentam para se tornarem viáveis e promissores. Não obstante a magnitude dos problemas com que se deparam e que os levam seguidamente à dissolução, experiências bem sucedidas existem. Entendeu-se então que um estudo pormenorizado, a seu respeito, poderia revelar as condições e as estratégias com as quais os grupos de geração de renda vencem os principais desafios e evoluem, como alternativas de sobrevivência e prosperidade econômica, funcionando então como esteios de uma economia popular solidária. Teríamos aí um caminho para avaliar o potencial existente nesses empreendimentos e subsidiar as políticas e ações de apoio para o setor. Almeja-se, ainda, trazer elementos para a compreensão teórica de uma realidade emergente, na qual talvez encontre lugar uma formidável parcela da humanidade, num mundo que se globaliza e que deve ser pensado, em seu horizonte, a partir de um destino comum (Morin & Kern, 1995).
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As racionalidades dos empreendimentos de economia solidária segundo os dados do primeiro Mapeamento Nacional.
GAIGER, Luiz Inácio

O texto destaca e exemplifica a importância da nova Base de Dados sobre a Economia Solidária no Brasil, criada através do Primeiro Mapeamento Nacional, concluído em 2006. Inicialmente, demonstra em que medida os 15 mil empreendimentos cadastrados correspondem à definição da economia solidária adotada pelo Mapeamento. A seguir, são propostas explorações da Base de Dados no sentido de aferir se as práticas de gestão e as formas de participação dos empreendimentos na sociedade evidenciam uma racionalidade econômica e social específica, distinta da lógica das empresas privadas capitalistas. Essa questão é central no atual debate teórico e político sobre a natureza alternativa da economia solidária.
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Apontamentos sobre o vínculo social e a solidariedade contemporânea.
GAIGER, Luiz Inácio

A progressiva e saudada constituição do indivíduo moderno, como ser moral, livre em seus juízos e nas escolhas quanto a suas filiações, seu papel e seu modo de realização, ao longo das últimas décadas deu lugar ao sentimento de uma autonomização em negativo, rumo ao isolamento, abandono e fragilidade, diante do desmoronamento dos mecanismos sociais de inserção, da efemeridade cada vez mais sensível das relações interpessoais, da erosão das coletividades de pertencimento e das incertezas quanto ao sentido da vida e ao futuro. A exacerbação do individualismo, conjugada ao definhamento inopinado dos valores e das estruturas sociais de suporte, no âmbito da família, do trabalho, do civismo e das solidariedades tradicionais, teria deixado os indivíduos em suspenso, sem chão e sem estrela-guia, relutantes e carentes de vínculos.
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Incubadora de cooperativas populares: uma alternativa à precarização do trabalho
GALLO, Ana Rita; DAKUZAKU, Regina; EID, Farid; VALÊNCIO, Norma; SHIMBO, Ioshiaqui; MASCIO, Carlos.

O presente artigo tem por objetivo contribuir para a análise do estudo do mercado de trabalho brasileiro e sua relação com o aumento na precarização dos postos de trabalho. Parte-se do pressuposto que o processo histórico-social do país conduziu à configuração de um cenário de crescimento sem precedentes de exclusão social de uma população carente e com dificuldades de inserção na sociedade. O artigo propõe como forma de organização alternativa de inserção social, geração de renda e trabalho, a formação e desenvolvimento de cooperativas populares de trabalho a partir de uma Incubadora de Cooperativas Populares do interior do Estado de São Paulo.
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As raízes históricas da economia solidária e seu aparecimento no Brasil
LECHAT, Noëlle Marie Paule

O texto é fruto de uma palestra proferida no II seminário de incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (03/2002), Apresenta uma versão do "mito de origem da economia solidária". Busca-se resgatar as origens da economia solidária e de seus conceitos além mar para depois apresentar como esse tema vai aparecer na literatura brasileira e os passos dados em várias regiões do país, por intelectuais que, na maioria das vezes não tinham conhecimento do que acontecia em outros lugares.
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Os desafios da economia popular solidária
LISBOA, Armando de Melo

Os grupos de economia solidária, no Brasil e em outros países, por viverem atualmente um processo de expansão, enfrentam uma série de desafios. Pretendemos, ao discutir estes desafios, entre os quais o amadurecimento de uma ampla rede de trocas solidárias com os diversos atores envolvidos, contribuir para que a economia solidária atinja novos patamares e consolide a criação de um mercado solidário.
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A crítica de Karl Polanyi à utopia do Mercado
LISBOA, Armando de Melo


Karl Polanyi (KP) constitui um suporte imprescindível para enfrentar e superar (sem cair no irracionalismo) o crescente e cada vez mais perigoso economicismo, ou, na linguagem habermasiana, esta colonização do mundo da vida pelo econômico. Sua reflexão está surpreendentemente sintonizada com alguns dos mais recentes avanços da reflexão econômica e social, propiciando pistas para o enfrentamento das debilidades crescentes do pensamento econômico dominante (vide Anexo A). Ao nos legar uma estrutura conceitual capaz de pensar o lugar da economia na sociedade, KP se mostra fecundo e adequado, em particular, para nos ajudar a refletir sobre a emergência contemporânea das formas de economia solidária e a construção social de novos mercados.
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Especificidades da gestão de empreendimentos na economia solidária: breve estado da arte sobre o tema
MAGALHÃES, Ósia Alexandrina Vasconcelos et.al.


A reflexão teórica sobre as especificidades da gestão de empreendimentos solidários ainda é incipiente, por isso, fizemos um trabalho de pinçar idéias e referenciais utilizados por alguns autores que discutem as organizações da economia solidária na atualidade. Apesar desse tema não ser o foco de muitos estudos sobre economia solidária, a problemática dos seus desafios já foi bastante explorada. A observação desses estudos é um caminho que vamos seguir para aprofundar a nossa reflexão. Este artigo é um dos frutos da pesquisa “Gestão de Empreendimentos Solidários: em busca de novos referenciais teóricos”. Temos como premissa a especificidade dos empreendimentos solidários, que nos desafia repensar as áreas funcionais e as técnicas gerenciais comumente ensinadas nas escolas de administração. A conclusão aponta os desafios conceituais e metodológicos, e nos coloca questionamentos: Os empreendimentos de Economia Solidária praticam um novo modo de gestão? Em que medida os empreendimentos solidários estão criando novos processos e ferramentas de gestão? Quais as repercussões deste tipo de empreendimento sobre as conhecidas áreas funcionais da administração? E, finalmente, quais as repercussões da introdução desse conteúdo no ensino da administração?
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Sindicatos, Cooperativas e Socialismo
MAGALHÃES, Reginaldo Sales

Sindicatos e cooperativas são organizações da classe trabalhadora que surgiram, concomitantemente, num processo de resistência e luta dos trabalhadores, durante a revolução industrial, contra a exploração capitalista e são, por natureza e princípios, organizações socialistas. Porém, ambos podem ou não, na sua prática, estar vinculadas a um projeto socialista.
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Autogestão e economia solidária
NASCIMENTO, Cláudio

Este ensaio busca resgatar, de forma suscinta, a trajetória da Autogestão no Brasil e indicar uma bibliografia temática (em alguns casos comentada). Tem como principal objetivo pôr a discussão em curso em um quadro de referências mais amplo em relação à cultura da autogestão, no que diz respeito à produção (economia, trabalho) e à reprodução social (poder local, cidades).
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Novas teconologias da informação: Suas influências no trabalho bancário
NETZ, Sônia Rosane

Este texto estuda as transformações ocorridas no trabalho bancário, durante o final da década de 80 até os dias de hoje, evidenciando a importância de serem consideradas as Novas Tecnologias da Informação (NTI) como um dos fatores que mais contribuíram para este processo. As novas tecnologias da informação alteram a produtividade do trabalho e o controle sobre o processo de trabalho, influenciando indistintamente indústrias, comércio e serviços. No trabalho bancário sua influência é ainda maior, pois este exige rapidez, correção e, atualmente, estar ligado ao mercado financeiro mundial, via NTI, on-line 24 horas por dia. Para estudar as transformações ocorridas no trabalho bancário utilizamos pesquisas já existentes sobre o tema, entrevistas com bancários e líderes sindicais, análise de literatura sindical e observações em agências. Não nos restringimos somente à literatura específica, estudamos representantes do pensamento social, clássico e contemporâneo, que abordam a racionalização e aumento da produtividade do trabalho. Defendemos que perceber o peso das NTI é requisito para que novas estratégias possam ser implementadas no sentido de diminuir os efeitos negativos da implantação destas novas tecnologias tanto no trabalho bancário, especificamente, como no trabalho nas indústrias, no comércio e nos serviços, de maneira geral. Neste sentido este texto propõe-se a apenas apresentar alguns argumentos para facilitar esta percepção e iniciar futuras discussões sobre o tema.
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Incubadoras universitárias de empresas e de cooperativas: contrastes e desafios
OLIVEIRA, José Luiz Rodrigues de

Este trabalho analisa dois arranjos institucionais dedicados a intensificar a relação da universidade brasileira com o setor produtivo - as Incubadoras de Empresas e as Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCPs). Sua moldura é a trajetória da política científica e tecnológica ao longo da qual se originaram. O trabalho está estruturado em quatro capítulos. O capítulo I descreve a trajetória da Política Científica e Tecnológica brasileira (PCT). Seu objetivo é analisar por que e em quais contextos surgem esses dois arranjos. O capítulo II apresenta uma análise crítica das incubadoras de empresas, tendo como referência autores nacionais e estrangeiros. O capítulo III, que trata das ITCPs, está organizado de forma semelhante ao anterior e esboça um paralelo entre os dois arranjos. Ele sugere que, os obstáculos que se colocam às ITCPs parecem ser ainda mais complexos do que aqueles que costumam enfrentar as incubadoras de empresas. O capítulo IV, dividido em duas seções é a parte conclusiva e mais propriamente normativa do trabalho. A primeira seção resume, os contrastes e semelhanças existentes entre os dois arranjos. A segunda seção aponta recomendações visando a tornar o conhecimento gerado na universidade mais apto a satisfazer as demandas dos empreendimentos autogestionários e, a gerar uma sinergia entre as incubadoras de empresas e de cooperativas com o intuito de aumentar sua relevância sócio-econômica.
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Política social, imaginación y coraje: reflexiones sobre la moneda social
PRIMAVERA, Heloisa H.

Frente a la constatación de haber cumplido una segunda "década perdida" en materia de crecimiento y generación de equidad en América Latina, planteamos la necesidad de construir una nueva óptica de observación para los modelos conceptuales vigentes, en aras de aportar a nuevas definiciones de políticas sociales. A la propuesta de "reinventar una estructura de gobierno mundial en aras de la humanidad y la equidad" como propone el Informe sobre Desarrollo Humano 1999 (PNUD), oponemos una visión de radicalizar tanto la crítica epistemológica a los modelos en uso, como una nueva asignación de responsabilidad a los distintos actores sociales. Para ello, analizamos brevemente el significado de la emergencia y evolución de la Red Global de Trueque en Argentina, como ejemplo creativo de salida del paradigma tradicional que impacta transversalmente múltiples problemas sociales y articula a distintos actores sociales, en la generación de nuevas estrategias de construcción de calidad de vida. Agregamos, asimismo, algunas reflexiones acerca de la reciente puesta en marcha de un programa de capacitación de Alfabetización Económica del Adulto, definido como nuevo espacio de articulación entre el Estado, el Mercado y la sociedad civil. Finalmente, frente al ejemplo dado por una ciudadanía escasamente organizada en más de 500 clubes de trueque distribuidos en todo el país, que afecta a más de 200.000 personas produciendo/consumiendo un equivalente mínimo a 5-7 mil millones de dólares anuales, llamamos a la reflexión sobre la responsabilidad de los distintos actores sociales en la tarea de innovar en el plano discursivo, a la vez que invitamos a sumar coraje a la hora de definir nuevos cursos de acción para las políticas sociales. Como hicieron los que pusieron en marcha ese sistema que hoy se desarrolla en toda la región.
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Redes sociais de reciprocidade e de trabalho: as bases histórico-sociais do desenvolvimento na Serra Gaúcha
RADOMSKY, Guilherme F. W.


Esta dissertação aborda o tema da reciprocidade e das redes sociais. Tema debatido desde muito tempo nas Ciências Sociais, apenas recentemente pesquisadores passaram a repensar sua aplicação normativa nos estudos sobre o desenvolvimento. Utilizou-se a noção de rede social como um conjunto de relações concretas que vinculam indivíduos a outros. A reciprocidade é definida como um ato de retribuição livre de obrigação e sem expectativa imediata desta restituição. A pesquisa foi realizada no município de Veranópolis, localizado na Encosta Superior da Serra do Nordeste do Rio Grande do Sul, Brasil. Para compreender o objeto de estudo, a dissertação propõe uma combinação entre a teoria das trocas de Marcel Mauss, que fundamenta as noções de dádiva e reciprocidade, com o referencial analítico de redes sociais. As conclusões do trabalho apontam que a reciprocidade, a proximidade e o parentesco se constituíram em mecanismos sociais para a formação de redes de trabalho e de sociabilidade. As redes contribuem de forma relevante para dinamizar a economia rural e urbana do território e diversificar o mercado de trabalho, fazendo aparecer o fenômeno da pluriatividade na agricultura familiar. Portanto, as redes de reciprocidade e de trabalho estruturam as interações entre os atores sociais, constituindo-se num modo de regular os mercados, a concorrência econômica e os conflitos sociais locais.
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La economia de solidaridad: concepto, realidad e proyecto
RAZETO, Luis Razeto M.


¿Pueden juntarse la economía y la solidaridad?
Economía de solidaridad es un concepto que si bien apareció hace pocos años está ya formando parte de la cultura latinoamericana. Cuando empezamos a usar esta expresión y en 1984 publiqué el libro Economía de solidaridad y mercado democrático, pude observar la sorpresa que provocaba asociar en una sola expresión los dos términos. Las palabras "economía" y "solidaridad", siendo habituales tanto en el lenguaje común como en el pensamiento culto, formaban parte de "discursos" separados. "Economía", inserta en un lenguaje fáctico y en un discurso científico; "solidaridad", en un lenguaje valórico y un discurso ético. Rara vez aparecían los dos términos en un mismo texto, menos aún en un solo juicio o razonamiento. Resultaba, pues, extraño verlos unidos en un mismo concepto.
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Tercer sector y economía solidaria en el Sur de Brasil: características y perspectivas. ISTR'S Fourth Internatinal Conference, 4th, 2000, Dublin.
SARRIA ICAZA, Ana M.


O texto analisa os resultados de uma pesquisa empírica e discute o significado da economia solidária para a construção de espaços econômicos alternativos, geradores de novas dinâmicas econômicas e sociais que possam fazer o contraponto às tendências de exclusão produzidas pelo processo de globalização econômica em curso. Se analisa especificamente a amplitude e o significado de um conjunto de grupos e atividades econômicas que crescem e se desenvolvem como opção de sobrevivência e renda para setores sociais geralmente marginalizados do processo competitivo característico da dinâmica de mercado capitalista atual e marginalizados também de políticas de emprego e profissionalização. Em particular, a análise considera a situação do Rio Grande do Sul, estado brasileiro que conta com uma importante tradição associativa e no qual as experiências de economia solidária contam com importantes redes de apoio. 
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Incubadora Tecnológica de Cooperativas - ITCP x Incubadora de Empresas de Base Tecnológica - IEBT - Diferenças e semelhanças no processo de Incubação.
SOUZA, Maria Carolina de Azevedo Ferreira de; AZEVEDO, Alessandra de; OLIVEIRA, Luiz José Rodrigues de


As incubadoras tecnológicas de cooperativas populares surgem no Brasil a partir de 1996, na Universidade Federal do Rio de Janeiro/Brasil com o objetivo de transferir conhecimentos tecnológicos, seja de gestão, produto ou processo para a população excluída econômica e socialmente. Atualmente existem 21 universidades no Brasil que possuem incubadoras tecnológicas de cooperativas populares. O trabalho de resgate da cidadania dos trabalhadores e a viabilização dos seus negócios geridos de forma autogestionária estão obtendo êxito e fortalecendo o movimento de economia solidária no Brasil. As semelhanças e diferenças encontradas com as incubadoras de bases tecnológicas, que também na sua maioria estão situadas em universidades, permitem um campo vasto para debates. Este trabalho visa comparar ferramentas de incubação de cooperativas populares e de empresas. Identificando especificidades e possíveis intersecções, além do papel exercido por elas na universidade.
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Autogestão no Brasil: A viabilidade econômica de empresas geridas por trabalhadores
TAUILE, José Ricardo, DEBACO, Eduardo Scotti


A economia popular solidária é, ao mesmo tempo, um segmento produtivo e um movimento social. Os empreendimentos que dele participam organizam-se sob a forma de sociedades comerciais ou civis autogeridas. A autogestão vêm trazendo importantes benefícios para sociedade brasileira mas nem sempre recebe dela e do poder público a devida atenção . Não obstante, muitos avanços vêm sendo obtidos tanto na maturidade dos trabalhadores para administrarem negócios coletivos quanto dos governos em apoiá-los. O aprofundamento deste processo depende de um maior envolvimento da sociedade como um todo no sentido de caracterizar melhor as dificuldades encontradas, propor soluções e coordenar esforços.
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Do socialismo de mercado à economia solidária
TAUILE, José Ricardo
Partindo de uma breve reflexão sobre a origem do capitalismo moderno, expõe-se a questão das possibilidades de sobrevivência de uma economia solidária inserida no mercado capitalista. Parte-se, então, para uma descrição do modelo japonês de organização do trabalho industrial, buscando o aproveitamento de elementos úteis às experiências econômico-solidárias brasileiras.
Em seguida são analisados possíveis instrumentos de redução do isolamento geográfico, organizacional e econômico das empresas autogestionárias nacionais, que contribuiriam para a formação de uma rede de atuação e discussão integrada. Rede decisiva para o sucesso e a evolução da economia solidária.
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Análise de um empreendimento de economia solidária sob a ótica da sociologia das ausências e das emergências
VERONESE, Marília

Esse artigo é resultado de uma pesquisa em nível de doutorado em psicologia, um estudo de caso realizado junto a uma cooperativa urbana situada em Porto Alegre (RS). Tem como proposta discutir o trabalho na perspectiva da economia solidária, analisando as vivências dos trabalhadores de um empreendimento, bem como as questões da subjetividade ligadas aos processos laborais. Seus principais articuladores teóricos são Boaventura de Sousa Santos, com a proposição da sociologia das ausências e das emergências, Fernando Gonzalez Rey e Felix Guattari, com as teorizações acerca da subjetividade, respectivamente compreendida como processo de produção simbólica de sentidos e produção histórico-social que assume uma forma serializada na contemporaneidade capitalista. Os principais achados, na análise da trajetória do empreendimento, apontam para as grandes dificuldades encontradas pelos sujeitos que trabalham no campo da economia solidária, que embora identificados com formas alternativas de viver e trabalhar, percebem o processo de apropriação da autogestão como acima de suas possibilidades. Desejam diferenciar-se dos modos de gestão capitalista, mas experimentam a tentativa como um labirinto no qual se sentem perdidos, autodepreciando-se e culpabilizando-se pelas dificuldades encontradas. As constelações relacionais de poder dão-se de forma não dialógica e assimétrica. Contudo, vislumbram possibilidades de recomeçar, mostrando que o campo apresenta potencialidade emancipatória, onde o coletivo pode permitir a singularização do sujeito que a partir dele se reconhece e constitui
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